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Evento Ipsos - Coração em Campo maio 11, 2026

Kings League, comunidade e o novo entretenimento esportivo: quando o futebol encontra a cultura digital

Midiaria Essencialmente integrada

Escrito por Midiaria Essencialmente integrada

Tempo de leitura 5 min

Kings League, comunidade e o novo entretenimento esportivo: quando o futebol encontra a cultura digital

A midiaria.com foi convidada pela Ipsos para participar do evento “Coração em Campo”, encontro que reuniu grandes marcas, executivos e lideranças para discutir comportamento, pertencimento, esporte, cultura e as novas formas de conexão entre marcas e pessoas.

Entre os painéis do evento, um dos temas que mais chamou atenção foi justamente a transformação do entretenimento esportivo por meio das comunidades digitais — assunto abordado por Rafael Gimenes, da Kings League.

Sua fala trouxe um dos exemplos mais claros de como entretenimento, comunidade e pertencimento estão se fundindo em um novo modelo de construção de marca e audiência.

“A Kings League não nasce apenas como um campeonato de futebol. Ela nasce como um ecossistema de comunidades.” E isso muda completamente a lógica do consumo esportivo tradicional.

 

O futebol continua sendo paixão nacional — mas agora conectado às comunidades digitais

 

Rafael destacou que a Kings League chega ao Brasil apoiada em dois pilares extremamente fortes:

  • A paixão histórica do brasileiro pelo futebol;
  • A força das comunidades criadas por creators e streamers.

A grande sacada do modelo está justamente em unir esses dois universos.

Cada time possui presidentes que já carregam audiências próprias altamente engajadas — comunidades construídas ao longo de anos dentro da internet. Isso faz com que o campeonato não dependa apenas do interesse pelo esporte em si. Ele já nasce conectado emocionalmente a diferentes nichos culturais. E esses nichos são extremamente diversos:

  • Neymar e Ludmilla trazendo alcance mainstream;
  • Gaules conectando o universo gamer e do Counter-Strike;
  • Cerol aproximando a comunidade do Free Fire;
  • Além de inúmeros outros creators com públicos muito específicos.

Na prática, a Kings League transforma torcedores em membros ativos de comunidades culturais já existentes.

 

 O pertencimento como motor do engajamento

 

Um dos pontos mais interessantes da fala de Rafael foi justamente a relação entre pertencimento e audiência. 

Durante muito tempo, o entretenimento esportivo funcionou de forma vertical: o público assistia; os clubes comunicavam; as marcas patrocinavam.

Hoje, a dinâmica é diferente. As pessoas querem: participar; comentar; criar conteúdo; torcer junto; fazer parte da narrativa; sentir proximidade com quem está dentro do ecossistema.

E creators possuem justamente essa capacidade: transformar audiência em comunidade.

A Kings League entende isso ao colocar personalidades digitais no centro da experiência. O campeonato deixa de ser apenas sobre futebol. Ele passa a ser sobre identificação cultural.

 

O “Brasil com S” e a tropicalização da cultura digital

 

Outro momento interessante foi quando Rafael brincou sobre a necessidade de transformar o produto em algo cada vez mais brasileiro: “o nosso ainda é com Z, mas estamos trabalhando nisso.”

A frase resume uma questão importante sobre construção cultural.

Embora a Kings League tenha nascido na Espanha, Rafael reconhece que o formato se encaixa de maneira muito natural no comportamento brasileiro. Isso porque o Brasil possui características extremamente favoráveis para esse modelo:

  • paixão coletiva pelo futebol;
  • forte cultura de internet;
  • consumo massivo de creators;
  • comportamento altamente participativo;
  • uma tendência natural à criação de comunidades digitais.

Existe quase uma “tropicalização” do entretenimento acontecendo.

Assim como o futebol originalmente veio da Inglaterra, mas ganhou identidade própria no Brasil, a Kings League parece seguir um caminho semelhante: um produto global que encontra no comportamento brasileiro uma potência única de engajamento.

 

O que as marcas aprendem com isso

 

A fala de Rafael reforça mudanças importantes no marketing contemporâneo:

  • Hoje, audiência não é mais suficiente. Comunidade é o verdadeiro ativo.
  • O público atual não quer apenas consumir conteúdo. Quer sentir que pertence a algo.

E isso explica por que formatos híbridos — que unem esporte, creators, cultura digital e entretenimento — estão crescendo tão rápido.

As marcas que entenderem isso primeiro terão vantagem: não basta patrocinar eventos. É preciso entender as comunidades que sustentam esses ecossistemas.

Porque no fim, o valor não está apenas na visibilidade. Está no vínculo emocional que essas comunidades conseguem construir.

 

Por que a midiaria.com acredita nesse movimento

 

Na midiaria.com, enxergamos a Kings League como um reflexo muito claro da transformação da comunicação contemporânea.

As pessoas não se conectam mais apenas com grandes marcas ou grandes instituições. Elas se conectam com comunidades, creators, narrativas e experiências compartilhadas.

O que vimos no evento reforça algo que acreditamos diariamente dentro da agência: o futuro da comunicação passa por pertencimento cultural.

Por isso, entendemos que as marcas mais relevantes serão aquelas capazes de criar espaços de identificação genuína — participando das conversas, dos interesses e das paixões das pessoas de maneira legítima.

Mais do que audiência, o mercado agora disputa comunidade. E comunidades não se compram. Elas são construídas através de conexão, contexto e verdade.