Web Summit Rio 2026 junho 9, 2026
No Web Summit Rio 2026, MCTI destaca investimentos recordes e aposta na inovação como motor do desenvolvimento
Secretário-executivo do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luis Manuel Rebelo Fernandes, apresentou a estratégia do governo para fortalecer a ciência, a indústria e a soberania tecnológica do Brasil
O Brasil quer ocupar uma posição de protagonismo na economia global do conhecimento. Essa foi a principal mensagem levada pelo secretário-executivo do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Luis Manuel Rebelo Fernandes, durante sua participação no Web Summit Rio 2026, um dos maiores eventos de tecnologia, inovação e empreendedorismo do mundo.
Representando a ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, Fernandes destacou que a presença do MCTI no evento reforça o compromisso do governo federal com uma agenda de desenvolvimento baseada em ciência, tecnologia e inovação.
“O Brasil está determinado a ser protagonista da inovação global”, afirmou.
Inovação como estratégia de desenvolvimento
Durante o discurso, o secretário ressaltou que inovação e empreendedorismo são elementos centrais de um projeto nacional voltado para a geração de empregos qualificados, a redução das desigualdades, o fortalecimento da indústria e a ampliação da soberania brasileira.
Segundo ele, a inovação acontece de forma concreta quando pesquisadores transformam descobertas em tecnologias, startups conseguem levar soluções ao mercado e empresas investem em pesquisa para aumentar sua competitividade.
Mais do que isso, Fernandes destacou que o país retomou a decisão estratégica de colocar a ciência e a tecnologia no centro das políticas públicas de desenvolvimento.
R$ 40 bilhões investidos em ciência e inovação
Um dos principais pontos apresentados foi a recuperação da capacidade de investimento do Estado brasileiro no setor.
De acordo com o secretário, a retomada integral do funcionamento do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT) permitiu a aplicação de R$ 40 bilhões entre 2023 e 2025 em ações voltadas à ciência, tecnologia e inovação.
Os recursos têm sido direcionados para o fortalecimento da pesquisa científica, apoio a empresas inovadoras e estímulo à transformação de ideias em soluções capazes de gerar impacto econômico e social.
Nova Indústria Brasil e Mais Inovação Brasil
Fernandes também destacou a conexão entre a política de inovação e a estratégia industrial do país.
A inovação é uma das bases da Nova Indústria Brasil, iniciativa que busca ampliar a competitividade da produção nacional e preparar o país para desafios estratégicos como:
- Transição energética;
- Transformação digital;
- Saúde;
- Defesa;
- Bioeconomia;
- Descarbonização.
Nesse contexto, o programa Mais Inovação Brasil representa um dos maiores esforços recentes de financiamento à inovação empresarial.
A expectativa é que sejam investidos R$ 60 bilhões até o final de 2026 em empresas, instituições científicas e tecnológicas (ICTs) e projetos considerados estratégicos para o desenvolvimento nacional.
Além disso, uma nova rodada de editais da FINEP destinou R$ 3,3 bilhões em subvenção econômica para áreas como tecnologias digitais, semicondutores, cidades sustentáveis, mobilidade, economia circular, saúde, defesa e transição energética.
Inteligência Artificial e soberania tecnológica
Outro destaque da apresentação foi o Plano Brasileiro de Inteligência Artificial, que prevê R$ 23 bilhões em investimentos até 2028.
Segundo Fernandes, a iniciativa integra uma estratégia nacional voltada ao fortalecimento das capacidades tecnológicas do país e à construção de soluções próprias em inteligência artificial.
Entre as ações previstas está o investimento de R$ 2 bilhões em infraestrutura de supercomputação para IA, considerada essencial para acelerar pesquisas e apoiar avanços em áreas como saúde, clima, energia, agricultura sustentável e indústria.
O Rio de Janeiro deverá desempenhar papel relevante nesse processo, contribuindo para a expansão da capacidade computacional necessária ao desenvolvimento de tecnologias de ponta.
Conectando ciência, empresas e investimentos
Ao encerrar sua participação, o secretário-executivo reforçou que a missão do MCTI é aproximar universidades, centros de pesquisa, startups, empresas e investidores para transformar conhecimento em desenvolvimento econômico e social.
Ele destacou ainda a importância de eventos como o Web Summit para fortalecer conexões entre diferentes atores do ecossistema de inovação e ampliar oportunidades de colaboração.
“O Brasil tem talento, escala e potencial para ser não apenas consumidor, mas também produtor de tecnologia, inovação e bem-estar para seu povo”, afirmou.
Finalizando o discurso, Fernandes resumiu a visão do governo para o setor:
“A inovação não é apenas criar o novo. Inovação é construir o futuro. E construir o futuro exige escolhas. O Brasil escolheu apostar na ciência e na inovação.”
Por que isso é importante para a midiaria.com?
Na midiaria.com, enxergamos a inovação não apenas como um tema de tecnologia, mas como uma agenda estratégica de desenvolvimento, cultura e transformação social.
O que foi apresentado pelo MCTI no Web Summit Rio 2026 reforça uma visão que também orienta a forma como pensamos comunicação: o futuro não será construído apenas por quem acompanha tendências, mas por quem consegue transformar conhecimento em impacto real.
Investir em ciência, inteligência artificial, indústria, pesquisa e novos modelos de colaboração significa preparar o país para ocupar um lugar mais relevante em uma economia cada vez mais movida por dados, criatividade, tecnologia e capacidade de adaptação.
Para as marcas, esse movimento também traz uma provocação importante. Inovar não é apenas lançar novos produtos, adotar novas ferramentas ou estar presente nos grandes eventos de tecnologia. Inovar é criar pontes entre ideias, pessoas, empresas e necessidades concretas. É entender contexto, antecipar mudanças e construir soluções que façam sentido para a sociedade.
Por isso, acreditamos que acompanhar discussões como essa é essencial para quem trabalha com estratégia, comunicação e branding. Porque marcas fortes também são aquelas capazes de compreender os movimentos do tempo, participar das conversas certas e contribuir para futuros mais relevantes.
Mais do que falar sobre inovação, o desafio agora é praticá-la com propósito, consistência e visão de longo prazo. Afinal, construir o futuro exige escolhas. E escolher a inovação é também escolher conhecimento, colaboração e desenvolvimento.
