Web Summit Lisboa 2025 novembro 12, 2025
IA nas empresas: da promessa à adoção real

IA nas empresas: da promessa à adoção real
No Web Summit Lisboa 2025, três executivos de diferentes setores discutiram como a inteligência artificial está saindo do discurso para se tornar parte concreta das operações empresariais.
Arvind Arvinday, Sarah Franklin e Yarek Fetilovsky compartilharam visões complementares sobre o que realmente muda quando uma organização decide adotar IA de forma estratégica.
Da ideia à prática
Para os executivos, o erro mais comum é tratar a IA como um projeto isolado, e não como uma competência transversal.
Franklin explicou que a adoção começa quando as lideranças entendem a IA como infraestrutura de decisão.
“Não se trata de substituir pessoas, mas de aprimorar a capacidade de cada área em tomar decisões mais rápidas e precisas”, afirmou.
A IA deve funcionar como uma rede que liga dados, pessoas e processos, criando um ambiente mais ágil e inteligente.
Cultura e confiança
Yarek Fetilovsky destacou que a resistência à IA é menos técnica e mais cultural.
Segundo ele, as empresas que avançam mais rápido são aquelas que incentivam a experimentação e não punem o erro.
“A confiança é construída quando as pessoas veem resultados reais. A IA precisa mostrar valor rápido para não virar apenas uma moda”, disse.
Franklin completou dizendo que a comunicação interna é peça-chave: os colaboradores precisam entender o propósito da IA dentro da estratégia.
O papel da liderança
Arvind Arvinday apontou que o sucesso da adoção depende de um novo tipo de liderança.
“Os executivos precisam dominar o tema o suficiente para fazer as perguntas certas. Não é sobre saber programar, mas sobre entender o impacto.”
Ele reforçou que a IA redefine a própria estrutura de poder nas empresas, deslocando decisões do topo para times mais próximos dos dados.
Essa descentralização aumenta a agilidade e estimula a colaboração entre áreas que antes eram isoladas.
O que aprendemos com isso
Os três participantes concordaram que a próxima fase da transformação digital será marcada por organizações cognitivas, em que humanos e máquinas trabalham de forma integrada.
A IA será tão presente quanto o e-mail ou o CRM, mas exigirá uma cultura de aprendizado contínuo.
Franklin concluiu lembrando que o foco deve ser sempre a aplicação prática: “A IA é poderosa quando está em ação, não em laboratório.”





