Web Summit Lisboa 2025 novembro 10, 2025
A economia criadora não precisa de likes. Precisa de liquidez.

O palco do Web Summit Lisboa 2025 começou com uma provocação vinda do setor financeiro, não do criativo. Mark Nelsen, Global Chief Consumer Product Officer da Visa, trouxe um ponto que poucos olham com atenção: a economia dos criadores cresce em velocidade exponencial, mas o dinheiro ainda se move devagar.
Enquanto ideias circulam pelo mundo em segundos, os pagamentos continuam presos em sistemas antigos, taxas, fronteiras e prazos de compensação. O resultado é um descompasso entre a economia simbólica da criatividade e a economia real que a sustenta.
Segundo Nelsen, mais de 50% dos criadores têm compradores em outros países. Mas enviar dinheiro para fora ainda leva dias. Esse tempo, no contexto atual, é uma eternidade. E é aí que entra o foco da Visa: desenvolver uma infraestrutura que acompanhe o ritmo do novo trabalho digital.
Com o Visa Direct, a empresa está construindo um sistema que permite que cada criador escolha como quer receber: cartão, conta bancária ou carteira digital. Essa liberdade é mais do que uma conveniência. É um passo para reconfigurar o fluxo da economia criativa.
O discurso de Nelsen não foi sobre marketing, foi sobre arquitetura de mercado. Ele não falou de campanhas, falou de estrutura. De um mundo onde a criação é global, mas a liquidez ainda é local.
A inovação que vem a seguir não será sobre criar mais conteúdo, mas sobre garantir que o valor dessas criações se mova com a mesma velocidade das ideias.
Quando a criatividade encontrar a agilidade financeira, a economia dos criadores vai deixar de ser apenas um movimento de expressão e se tornar um ecossistema sustentável. E talvez esse seja o ponto mais importante do que vimos no palco: o futuro da inovação não está em novas redes sociais, mas nas redes invisíveis que fazem o dinheiro circular.





