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Web Summit Lisboa 2025 novembro 13, 2025

IA na saúde: como a Absci quer acelerar novos medicamentos

Tatiana Franco

Escrito por Tatiana Franco

Tempo de leitura 3 min

IA na saúde: como a Absci quer acelerar novos medicamentos

No quarto dia do Web Summit Lisboa 2025, Sean McClain, fundador e CEO da Absci, apresentou uma visão clara sobre o futuro da biotecnologia. Para ele, a combinação entre IA, engenharia de proteínas e plataformas generativas está prestes a redefinir a criação de novos medicamentos. Os efeitos já começam a aparecer na prática.

Uma nova era para terapias personalizadas

De acordo com McClain, o maior impacto da IA está na velocidade. O desenvolvimento tradicional de um medicamento até a fase clínica costuma levar de três a cinco anos e custar entre 50 e 100 milhões de dólares. Com modelos de IA, a Absci afirma conseguir reduzir esse ciclo para cerca de 24 meses, com custos próximos de 15 milhões de dólares. O que muda não é apenas o ritmo da ciência, mas toda a estrutura do processo.

A IA cria, testa digitalmente e seleciona candidatos antes do primeiro experimento físico. Isso reduz tentativas cegas em laboratório e direciona os recursos para moléculas com maior probabilidade de sucesso.

Do cosmético ao clínico

McClain também destacou que a nova geração de terapias não ficará restrita a doenças graves. A IA está permitindo avanços em áreas como envelhecimento saudável, queda de cabelo e bem-estar. A tecnologia diminui barreiras e amplia o alcance da inovação, tornando possíveis soluções que antes eram caras ou tecnicamente inviáveis.

Como a IA reduz riscos

Na visão de McClain, a IA não substitui a ciência. Ela atua como aceleradora ao mapear bilhões de possibilidades de proteínas, prever comportamentos e identificar combinações com mais chances de funcionar. Esse processo reduz desperdícios e aumenta a precisão no desenvolvimento de novas terapias.

Um pipeline mais simples

O CEO explicou que a IA permite a criação de pipelines biomédicos mais enxutos. Em vez de ciclos longos e equipes gigantes, o processo passa a ser guiado por simulações inteligentes e decisões mais rápidas. Biotecnologia e computação se aproximam e transformam laboratórios em ambientes mais ágeis e eficientes.

A promessa real

Para McClain, o avanço da IA já é mensurável. Os custos diminuem, os ciclos encurtam e a personalização de tratamentos se torna mais viável. Segundo ele, IA na saúde representa tempo economizado e vidas potencialmente salvas.