Rio Innovation Week 2025 agosto 13, 2025
Saturados: prazer, conexão e consumo — como os jovens estão lidando com os estímulos

No Rio Innovation Week, Flávia e Guilherme subiram ao palco para discutir um tema cada vez mais relevante para marcas, empresas e sociedade: como os jovens estão lidando com os inúmeros estímulos de consumo, prazer e conexão na era digital.
Mais do que entender tendências, a conversa trouxe um retrato comportamental dessa geração — que, apesar de plural, compartilha valores e mudanças que impactam diretamente a forma como produtos, experiências e campanhas são criados.
Quem é essa geração?
Segundo Flávia, estamos falando de jovens que buscam conexão genuína e propósito no seu consumo. Ao contrário de gerações anteriores, que absorviam mais passivamente os hábitos e valores passados, essa nova geração dita as próprias regras.
Guilherme acrescenta que é uma geração da pluralidade: mesmo buscando equilíbrio, socializa menos, sente mais ansiedade e, muitas vezes, enfrenta a solidão.
Da cozinha ao TikTok: novos formatos de celebração
Ao falar sobre a indústria de alimentos, Flávia lembrou que não há como fugir da mesa. Arroz e feijão continuam sendo a base, mas a forma como os jovens interagem com esse momento mudou.
Antes, aprendíamos a cozinhar com livros de receitas. Hoje, a cozinha é guiada pelo TikTok. Fenômenos como a “febre do morango do amor” mostram como marcas que falam com propriedade — como a União, no caso — conseguem entrar na conversa de forma relevante.
Para Guilherme, a celebração nunca deixou de existir, mas o formato evoluiu. Festas começam mais cedo, festivais oferecem mais espaço e drinks instagramáveis ganham protagonismo. “O bar que antes ficava no fundo, hoje é a atração”, comenta.
Equilíbrio como novo status
Se antes o excesso era sinônimo de prazer, hoje o equilíbrio é visto como sinal de sucesso e bem-estar.
• Na alimentação: escolhas conscientes e balanceadas.
• No trabalho e na vida pessoal: busca por harmonia.
• No consumo: qualidade acima de quantidade.
Guilherme aponta que isso também impacta hábitos de celebração. “Beber melhor para celebrar mais” virou lema. Não por acaso, os índices de álcool e direção estão em queda. Marcas como Johnnie Walker já captaram esse movimento, criando ações como oferecer táxi gratuito para quem consumia seus drinks.
A relação com as marcas
Flávia destaca que essa geração não aceita um “não” facilmente. A liberdade de escolha é chave para conquistar sua confiança. Ao mesmo tempo, é um público que quer ser visto como equilibrado — afinal, vive para as câmeras e para a curadoria de momentos que deseja mostrar.
Nas redes sociais, a conexão precisa ser verdadeira. Mais do que informação ou entretenimento, o que importa é criar vínculos reais. “Se no dia a dia essa marca não vive aquilo que comunica, a mensagem não faz sentido”, reforça Flávia.
Moderação, propósito e presença
O consenso entre os palestrantes é que moderação e equilíbrio não são apenas comportamentos — são ferramentas de conexão. A ausência de tecnologia é ruim, mas o excesso também. Encontrar esse meio-termo é responsabilidade de todos, inclusive das marcas.
No fim, o que essa geração quer é simples: momentos que importem, conexões que sejam reais e marcas que entendam que o prazer de viver está muito mais no equilíbrio do que no excesso.





