midiaria.com midiaria.com

Mais informações

SP 55 11 2729-8617

contato@midiaria.com

R. Dr. Cândido Espinheira, 560 - Sala 92
Perdizes, São Paulo - SP, 05001-100

shape shape

Web Summit Lisboa 2025 novembro 13, 2025

Por que as novas gerações estão ouvindo músicas antigas

Nadia Zarour Barua

Escrito por Nadia Zarour Barua

Tempo de leitura 3 min

Por que as novas gerações estão ouvindo músicas antigas

No Web Summit Lisboa 2025, Claire Houghton-Price (CCO da Pophouse) e Kim Nystrom (CMO da Pophouse) apresentaram um fenômeno que está redefinindo o consumo cultural global. Apesar do acesso ilimitado a músicas novas, são as faixas antigas que dominam a atenção das audiências mais jovens. A pergunta é: por que isso está acontecendo e o que isso significa para as marcas icônicas?

A era da acessibilidade total

Segundo Claire, hoje todos carregam no bolso a história completa da música gravada. A abundância se tornou tão comum que deixou de parecer extraordinária. O que continua extraordinário é o que as pessoas realmente escolhem ouvir quando têm acesso a tudo.

O domínio da música catalogada

A indústria chama de música catalogada qualquer faixa com mais de dezoito meses de lançamento. E essa categoria não para de crescer. Até 2030, a expectativa é que 90 por cento de todo o consumo global de música seja de catálogo.

O dado mais surpreendente vem do público jovem. Cinquenta e um por cento das músicas consumidas por pessoas entre 18 e 25 anos também são de catálogo. Ou seja, não é uma tendência movida por nostalgia de gerações mais velhas. É uma escolha cultural das novas gerações.

Por que músicas antigas continuam funcionando

Segundo Kim Nystrom, músicas antigas sobrevivem por um motivo simples. Elas continuam ressoando. Não porque lembram o passado, mas porque carregam narrativas, emoções e estruturas que atravessam décadas. Elas ficam “silenciosas” até que uma nova história, série, filme, TikTok ou contexto traga essas faixas de volta para a linha de frente do consumo.

Esse ciclo cria algo poderoso. Músicas antigas ganham novas camadas de significado. Marcas icônicas ganham novos contextos culturais. E artistas de diferentes épocas passam a coexistir de forma natural nas playlists das primeiras gerações nativas digitais.

O que isso significa para marcas icônicas

Para Claire e Kim, o recado é claro. Marcas que querem continuar relevantes precisam entender que o valor emocional não expira. Audiências jovens não consomem apenas o novo. Consomem o que ressoa. Consomem o que tem história. Consomem o que entrega narrativa, identidade e pertencimento.

O futuro da cultura não é sobre substituir o antigo pelo novo. É sobre conectar gerações em torno de símbolos duradouros que continuam encontrando novos significados.

Conclusão

As novas gerações estão ouvindo músicas antigas por escolha, não por acaso. Em um mundo saturado de estímulos, histórias consistentes e emoções atemporais ganham força. E é por isso que marcas icônicas continuam vivas, relevantes e cada vez mais conectadas às audiências jovens.