midiaria.com midiaria.com

Mais informações

SP 55 11 2729-8617

contato@midiaria.com

R. Dr. Cândido Espinheira, 560 - Sala 92
Perdizes, São Paulo - SP, 05001-100

shape shape

Web Summit Lisboa 2025 novembro 12, 2025

IA nas empresas: da promessa à adoção real

Tatiana Franco

Escrito por Tatiana Franco

Tempo de leitura 3 min

IA nas empresas: da promessa à adoção real

IA nas empresas: da promessa à adoção real

No Web Summit Lisboa 2025, três executivos de diferentes setores discutiram como a inteligência artificial está saindo do discurso para se tornar parte concreta das operações empresariais.

Arvind Arvinday, Sarah Franklin e Yarek Fetilovsky compartilharam visões complementares sobre o que realmente muda quando uma organização decide adotar IA de forma estratégica.

Da ideia à prática

Para os executivos, o erro mais comum é tratar a IA como um projeto isolado, e não como uma competência transversal.

Franklin explicou que a adoção começa quando as lideranças entendem a IA como infraestrutura de decisão.

“Não se trata de substituir pessoas, mas de aprimorar a capacidade de cada área em tomar decisões mais rápidas e precisas”, afirmou.

A IA deve funcionar como uma rede que liga dados, pessoas e processos, criando um ambiente mais ágil e inteligente.

Cultura e confiança

Yarek Fetilovsky destacou que a resistência à IA é menos técnica e mais cultural.

Segundo ele, as empresas que avançam mais rápido são aquelas que incentivam a experimentação e não punem o erro.

“A confiança é construída quando as pessoas veem resultados reais. A IA precisa mostrar valor rápido para não virar apenas uma moda”, disse.

Franklin completou dizendo que a comunicação interna é peça-chave: os colaboradores precisam entender o propósito da IA dentro da estratégia.

O papel da liderança

Arvind Arvinday apontou que o sucesso da adoção depende de um novo tipo de liderança.

“Os executivos precisam dominar o tema o suficiente para fazer as perguntas certas. Não é sobre saber programar, mas sobre entender o impacto.”

Ele reforçou que a IA redefine a própria estrutura de poder nas empresas, deslocando decisões do topo para times mais próximos dos dados.

Essa descentralização aumenta a agilidade e estimula a colaboração entre áreas que antes eram isoladas.

O que aprendemos com isso

Os três participantes concordaram que a próxima fase da transformação digital será marcada por organizações cognitivas, em que humanos e máquinas trabalham de forma integrada.

A IA será tão presente quanto o e-mail ou o CRM, mas exigirá uma cultura de aprendizado contínuo.

Franklin concluiu lembrando que o foco deve ser sempre a aplicação prática: “A IA é poderosa quando está em ação, não em laboratório.”