DES 2025 junho 12, 2025
Futuro do trabalho com IA: insights direto do DES Digital Enterprise Show 2025

Tive a oportunidade de assistir à palestra de Salvador Sicart Cassain, Head of Channels da Hays, durante o #DES2025, e compartilho aqui os principais aprendizados baseados em um estudo conduzido pela Hays entre 2022 e 2024, período marcado pela adoção em escala da inteligência artificial nas organizações.
4 tendências que marcaram a adoção da IA
- Aumento do sentimento anti-IA – cresce a desconfiança, o receio e a resistência à tecnologia.
- Todo mundo parece ser expert em IA – uma percepção generalizada que nem sempre vem acompanhada de conhecimento real.
- Escassez de talentos freia o progresso – empresas não conseguem acompanhar o avanço tecnológico por falta de profissionais qualificados.
- Busca por resultados imediatos, sem estratégia – a pressa por retorno tem gerado iniciativas desalinhadas e sem visão de longo prazo.
A mensagem central: a confiança é o motor da transformação real — e ela começa com as pessoas no centro da mudança.
Impactos no emprego
Segundo o estudo, algumas funções estão perdendo demanda, como Desenvolvimento de software e infraestrutura de TI. Isso se deve à automação e à mudança de foco estratégico. Por outro lado, algumas posições estão em crescimento:
- Gerente de Projetos
- Data Analyst
- Business Analyst
- Data Engineer
- Java Developer
- DevOps Engineer
Cada organização vai sentir o impacto da IA de forma única.
3 recomendações para avançar
- Reestruturar – adaptar times às novas necessidades.
- Recapacitar – investir no desenvolvimento de novas habilidades.
- Transferir – identificar talentos internos e redirecioná-los para áreas de maior valor estratégico.
Framework estratégico proposto
- Negócio: alinhar a IA aos objetivos estratégicos.
- Pessoas: engajar, reduzir resistências e fomentar uma cultura aberta à mudança.
- Habilidades: identificar e desenvolver as capacidades essenciais para integrar IA com sucesso.
Adotar IA é assumir riscos e oportunidades. O segredo está em saber equilibrar os dois — gestionar riscos com inteligência para impulsionar a inovação.
O papel do RH é crucial: compreender o perfil ideal a ser contratado, equilibrar talentos internos e externos, e construir uma arquitetura organizacional sólida que favoreça mudanças rápidas com o mínimo de fricção.
Por fim, toda transformação também é emocional: ela traz incertezas, ansiedade, medos e, ao mesmo tempo, confiança e descobertas. Acompanhar esse lado humano é indispensável para o sucesso da IA nas empresas.





