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GS1 Brasil setembro 30, 2026

Do código ao consumidor: como o Centro de Inovação e Tecnologia da GS1 Brasil torna a rastreabilidade visível

Midiaria Essencialmente integrada

Escrito por Midiaria Essencialmente integrada

Tempo de leitura 6 min

Do código ao consumidor: como o Centro de Inovação e Tecnologia da GS1 Brasil torna a rastreabilidade visível

Um código de barras passa pelo caixa em poucos segundos. Uma etiqueta pode ser lida sem que seja necessário encostar um scanner. Um QR Code reúne informações como lote, validade e origem. Na saúde, a identificação pode acompanhar até mesmo um instrumento utilizado durante uma cirurgia.

Por trás dessas situações existe uma linguagem padronizada que permite reconhecer, compartilhar e acompanhar informações entre empresas, produtos e diferentes etapas de uma cadeia.

É essa estrutura que o Centro de Inovação e Tecnologia (CIT) da GS1 Brasil, fundado em 2014, ajuda a tornar visível. 

Em uma visita ao espaço, em São Paulo, a equipe da midiaria.com conheceu experiências que demonstram como rastreabilidade, códigos 2D, radiofrequência e automação estão presentes em setores como agronegócio, indústria, logística, varejo e saúde.

Uma linguagem comum para conectar a cadeia

A própria origem da GS1, em 1973, ajuda a entender a proposta. As associações de diferentes setores enfrentavam dificuldades na movimentação de produtos, já que cada organização codificava os itens da sua própria maneira. A padronização surgiu como resposta a esse problema de comunicação.

Um dos exemplos mais conhecidos está diante dos nossos olhos todos os dias: o código de barras. As listras impressas nas embalagens representam uma numeração que identifica o item comercial, o GTIN (Global Trade Item Number). Essa caracterização permite que empresas compartilhem uma referência comum sobre determinado produto ao longo da cadeia. Durante a visita, o GTIN chegou a ser comparado a um “RG” do produto.

Agora, os códigos 2D ampliam as possibilidades. Soluções como QR Code padrão GS1 e GS1 DataMatrix podem conectar mais informações e incorporar dados variáveis, como lote e validade.

No CIT, isso é demonstrado em situações concretas. Em uma das experiências, é possível visualizar produtos próximos do vencimento ou já vencidos e utilizar essas informações para a gestão dos itens. A simulação mostra, inclusive, como a detecção da validade pode impedir que um produto vencido seja vendido.

A capacidade de reunir mais dados em um espaço reduzido também permite que essas informações acompanhem diferentes pontos da cadeia e cheguem ao consumidor.

“O Centro de Inovação e Tecnologia foi pensado para tornar tangível aquilo que muitas vezes parece técnico. Um espaço interativo, onde o visitante visualiza como a identificação e os dados estão presentes em diferentes etapas da cadeia e como essa linguagem padronizada ajuda empresas, setores e consumidores a se conectarem.”, explica Andréa Palmer, Coordenadora de Relações Públicas na GS1 Brasil.

Do pasto ao prato: rastreabilidade aplicada a diferentes mercados

Do pasto à carne no prato. Do cacau ao chocolate na loja. Foram alguns dos exemplos usados por Carina Lins, coordenadora de Sustentabilidade da GS1 Brasil, para explicar como a rastreabilidade se aplica ao agronegócio. Em cadeias que envolvem diferentes agentes, a padronização dos dados permite acompanhar informações sobre o produto ao longo de seu percurso.

A mesma lógica encontra outras aplicações dentro do Centro de Inovação e Tecnologia. Na saúde, instrumentos médicos identificados com códigos demonstram como é possível acompanhar informações sobre um objeto utilizado em um procedimento, incluindo seu histórico de uso e esterilização.

No varejo e na logística, uma das tecnologias apresentadas é a RFID (Identificação por Radiofrequência), que utiliza etiquetas ou tags lidas por ondas de rádio. Em uma loja de departamentos, por exemplo, a tecnologia pode agilizar inventários, automatizar a entrada de mercadorias e oferecer maior visibilidade sobre os itens em estoque. Em alimentos, essa visibilidade também contribui para a gestão dos produtos e para a redução de desperdícios.

São aplicações distintas de uma mesma necessidade: identificar itens e fazer com que informações confiáveis consigam acompanhá-los.

“Os desafios mudam de um setor para outro, mas existe uma necessidade comum de identificar, compartilhar e acompanhar informações de forma padronizada. No local, o visitante consegue relacionar essa lógica aos processos e desafios que encontra na realidade do seu próprio negócio”, conta Andréa. 

Essa variedade também faz com que a experiência no CIT possa ser direcionada aos interesses de quem visita o espaço. Agronegócio, indústria, varejo, saúde, logística e supply chain, tecnologia, bens de consumo e serviços estão entre as verticais consideradas na estratégia de visitação.

Ver para entender

Código de barras, RFID, QR Code, DataMatrix, GTIN. Para quem não trabalha diretamente com o tema, as siglas e tecnologias podem parecer distantes.

Durante o tour, Hebert Luís Neves, técnico em Manutenção no Centro de Inovação e Tecnologia da GS1 Brasil, resumiu um dos papéis do espaço: “tangibilizar” aquilo que as pessoas sabem que existe, mas nem sempre conseguem visualizar como funciona.

Essa proposta aparece até na interação com a Didi, inteligência artificial disponível no ambiente, cujo nome faz referência ao 2D. A ferramenta responde às perguntas dos visitantes ao longo da experiência.

No fim, o código impresso em uma embalagem é apenas a parte mais visível de um sistema maior. Por trás dele, há dados que precisam ser registrados, compartilhados e compreendidos por diferentes agentes.

O CIT coloca essa estrutura diante do visitante. As demonstrações permitem acompanhar os dados em situações reais, observar como uma mesma tecnologia encontra aplicações em diferentes mercados e entender onde os padrões GS1 entram nessa jornada.

Para empresas, executivos e especialistas que lidam com cadeias cada vez mais conectadas, a visita oferece uma oportunidade de enxergar, na prática, processos que normalmente acontecem nos bastidores. 

A GS1 Brasil integra o portfólio de clientes da midiaria.com, que atua na comunicação do Centro de Inovação e Tecnologia, contribuindo para ampliar a visibilidade de suas iniciativas e conexão com diferentes públicos e mercados. 

SERVIÇO | Centro de Inovação e Tecnologia (CIT) da GS1 Brasil

Endereço: Av. Brigadeiro Faria Lima, 328 – Pinheiros, São Paulo (SP) – CEP 05426-200
Visitas: gratuitas, mediante agendamento
Agendamento: pelo site oficial da GS1 Brasil
Central de Relacionamento: (11) 4000-1936
E-mail: atendimento@gs1br.org
Mais informações: GS1 Brasil 

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