Web Summit Lisboa 2025 novembro 11, 2025
Branding em alta rotação: o novo motor da McLaren
Do legado à inovação: o novo motor da marca McLaren
Durante o Web Summit Lisboa 2025, Louise McEwen, Chief Marketing Officer da McLaren Racing, subiu ao palco para falar sobre o desafio de manter viva uma das marcas mais icônicas do mundo do automobilismo em meio a uma era de mudanças culturais e tecnológicas.
Com mais de 60 anos de história, a McLaren sempre foi sinônimo de performance, precisão e prestígio. Mas, segundo McEwen, apenas tradição não basta em um cenário em que as tendências se transformam da noite para o dia e as audiências exigem conexão emocional e propósito. “O legado é um ponto de partida, não um destino”, afirmou.
A força do storytelling emocional
A CMO destacou que o grande diferencial da McLaren está em unir performance e emoção. A marca encontrou um novo espaço cultural ao transformar corridas em narrativas humanas. Séries como Drive to Survive, da Netflix, ajudaram a reposicionar a Fórmula 1 para uma geração digital, mostrando o lado emocional por trás da velocidade.
“Não se trata apenas de carros ou corridas, mas de pessoas, emoções e desafios reais. As histórias que contamos precisam tocar o público e refletir quem somos”, disse McEwen.
Esse novo olhar expandiu o alcance da marca muito além do universo automotivo, aproximando fãs, criadores e marcas parceiras de forma mais autêntica.
Inovação cultural e consistência global
Louise McEwen ressaltou que manter a McLaren em primeiro lugar exige um equilíbrio delicado entre inovação e consistência. Cada campanha global deve respeitar a identidade da marca, mas também dialogar com diferentes culturas e gerações.
“Estamos sempre em movimento, e a comunicação precisa refletir isso. A McLaren é uma marca global, mas o que a torna relevante é a capacidade de se adaptar ao contexto local sem perder sua essência”, explicou.
Um novo tipo de corrida: relevância é o novo pódio
A conversa encerrou com uma reflexão sobre o papel do marketing esportivo em tempos de IA e economia da atenção. Para McEwen, o futuro das marcas não será definido apenas por velocidade ou investimento, mas pela capacidade de construir relações duradouras.
“A McLaren continua competitiva porque entende que o público quer fazer parte da história, não apenas assisti-la. Nosso desafio é continuar acelerando sem perder o lado humano”, concluiu.
Em resumo
A palestra mostrou que o sucesso da McLaren vai muito além das pistas. A marca continua na pole position porque entende que performance e propósito agora correm lado a lado.
