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DES 2025 junho 10, 2025

IA como ferramenta chave e transversal para a indústria

Lucas Lima

Escrito por Lucas Lima

Tempo de leitura 4 min

IA como ferramenta chave e transversal para a indústria

Em um painel, moderado por Pablo Martin, Innovation Cycle Lead da Elewit, braço de inovação tecnológica da Redeia, especialistas de peso da indústria compartilharam suas visões e experiências sobre a aplicação da Inteligência Artificial (IA) no Digital Enterprise Show 2025, em Málaga. O debate “A IA como ferramenta chave e transversal para a indústria” contou com a participação de Belén Minguez, Senior Data Scientist da ITP Aero, Emilio Martín, da Repsol, e Rafael Guzmán, Data Science & AI Lead da Airbus.

A discussão girou em torno de como a Inteligência Artificial está otimizando processos e impactando a inteligência operacional em setores críticos como o aeroespacial e o de energia.

Otimização de processos como foco central

Belén Minguez, representando a ITP Aero, uma referência global em motores aeronáuticos, foi enfática ao afirmar que “todos os investimentos em tecnologia são para otimizar a produção”. A empresa utiliza algoritmos de IA para aprimorar seus processos produtivos, prever possíveis incidentes e, consequentemente, reduzir custos e elevar a qualidade. A segurança, um pilar para o setor aeronáutico, foi ressaltada por Minguez como um fator crucial em todos os desenvolvimentos. O primeiro passo para a ITP Aero foi a digitalização de todos os processos para capturar dados das máquinas, criando a base para a aplicação de modelos de IA.

Na mesma linha, Emilio Martín revelou que a Repsol tem a transformação digital e a inteligência artificial como pautas centrais desde 2017. A gigante do setor de energia explora todas as possibilidades para ganhar eficiência, tendo a IA como um habilitador essencial. A Repsol já possui um modelo de aprendizado de máquina estabelecido e seu foco atual é a escala, ou seja, ampliar o uso da IA em toda a organização. A empresa conta com um Centro de Competências em IA para centralizar e impulsionar essas iniciativas, abordando desde a otimização de processos até a análise de novos modelos de negócio.

IA além da produção: uma ferramenta para toda a empresa

Rafael Guzmán, da Airbus, ampliou o escopo da discussão ao detalhar como a fabricante de aeronaves aplica a IA em diversas frentes. Além da otimização da produção, a IA é utilizada em processos internos como a análise de contratos, na área de recursos humanos e no desenvolvimento de produtos. Guzmán destacou uma iniciativa inovadora da Airbus: o lançamento de uma campanha de casos de uso de IA, que convidou todos os colaboradores a contribuir com ideias. Essa abordagem “democratiza” a inovação e revela o potencial da IA em áreas diversas da companhia.

Guzmán também enfatizou a importância da segurança e da qualidade dos dados. Para a Airbus, a avaliação rigorosa dos dados coletados é um pré-requisito para garantir a confiabilidade dos modelos de IA, um aspecto fundamental em uma indústria onde a segurança é a prioridade máxima.

Concluindo: IA como motor da nova Revolução Industrial

O painel no DES – Digital Enterprise Show evidenciou que a Inteligência Artificial deixou de ser uma promessa para se tornar uma realidade palpável e um motor de transformação na indústria. As experiências de gigantes como ITP Aero, Repsol e Airbus demonstram que a IA não é apenas uma ferramenta para otimizar a produção, mas um elemento transversal que impacta toda a cadeia de valor.

A maturidade da aplicação da IA varia entre as empresas, mas o caminho é o mesmo: a busca por eficiência, segurança e inovação. A “democratização” do acesso e do uso da IA, como exemplificado pela Airbus, é um passo crucial para que as empresas possam extrair o máximo valor dessa tecnologia.

O grande desafio, agora, é a escala. Levar a IA para todos os processos e para todos os colaboradores, de forma segura e ética, é o que vai diferenciar as empresas líderes no futuro. A coleta e a qualidade dos dados, como bem ressaltado pelos painelistas, são a base para o sucesso de qualquer iniciativa de IA.

Em suma, a Inteligência Artificial já é uma ferramenta indispensável para a indústria. As empresas que souberem utilizá-la de forma estratégica, não apenas para otimizar o que já fazem, mas para reinventar seus negócios, serão as grandes vencedoras da nova revolução industrial que estamos vivendo. O debate no DES foi um vislumbre claro desse futuro que já se faz presente.