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Web Summit Lisboa 2025 novembro 12, 2025

Lyft aposta em IA e empatia para o futuro da mobilidade

Tatiana Franco

Escrito por Tatiana Franco

Tempo de leitura 3 min

Lyft aposta em IA e empatia para o futuro da mobilidade

No Web Summit Lisboa 2025, David Risher, CEO da Lyft, compartilhou uma visão equilibrada sobre o papel da inteligência artificial na mobilidade urbana.

A empresa, uma das maiores do setor nos Estados Unidos, acredita que o futuro dos transportes será moldado tanto pela tecnologia quanto pelo comportamento humano.

O valor da empatia em um negócio de tecnologia

Risher começou a conversa lembrando que a Lyft nasceu com uma missão simples: ajudar as pessoas a se moverem melhor.

Segundo ele, a IA pode otimizar rotas, reduzir custos e melhorar a segurança, mas a empatia continua sendo o diferencial competitivo.

“Nosso negócio não é apenas sobre carros, é sobre pessoas. Todo motorista, passageiro e desenvolvedor faz parte do mesmo ecossistema”, afirmou.

Ele destacou que a pandemia reforçou a importância do lado humano da mobilidade.

Durante o isolamento, motoristas ajudaram no transporte de alimentos e medicamentos, mostrando o poder social da plataforma.

IA como copiloto

A Lyft tem investido em IA para melhorar previsões de demanda, ajustar preços e aumentar a eficiência operacional.

A tecnologia atua como um copiloto, oferecendo insights que ajudam os motoristas a trabalhar de forma mais inteligente.

“Queremos que a IA seja o sistema que entende o contexto — clima, eventos, trânsito — e antecipa necessidades antes que elas virem problemas”, explicou Risher.

Ele destacou que o uso de IA na Lyft não tem o objetivo de eliminar motoristas, mas de melhorar a experiência de todos.

A empresa acredita em um futuro híbrido, no qual veículos autônomos e motoristas humanos coexistem.

Autonomia com responsabilidade

Risher foi categórico ao dizer que o desenvolvimento de carros autônomos precisa de transparência e prudência.

Segundo ele, “o futuro da autonomia não será uma corrida tecnológica, mas uma maratona ética”.

Mesmo que apenas 10% das corridas sejam autônomas nos próximos cinco anos, isso já representará um grande avanço.

Para a Lyft, o sucesso virá da integração entre humanos e máquinas, e não da substituição completa.

Inovação compartilhada

O CEO também defendeu que nenhuma empresa deve tentar resolver sozinha os desafios da mobilidade urbana.

“Precisamos de parcerias com governos, startups e até concorrentes. As cidades são ecossistemas, e o transporte é um serviço público em transformação.”

A Lyft participa de programas de inovação colaborativa e compartilha dados com pesquisadores para apoiar políticas de transporte mais sustentáveis.

O que aprendemos com isso

A mensagem de Risher foi clara: o futuro da mobilidade será tecnológico, mas humano.

A IA pode prever trajetos e otimizar sistemas, mas a empatia continua sendo o que conecta pessoas e constrói confiança.

Como ele resumiu no palco: “Podemos usar IA para dirigir melhor, mas ainda precisamos das pessoas para dar direção ao que realmente importa.”