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DES 2025 junho 11, 2025

DES 2025 prevê próxima onda da IA: modelos capazes de criar conhecimento inexistente

Midiaria Essencialmente integrada

Escrito por Midiaria Essencialmente integrada

Tempo de leitura 5 min

DES 2025 prevê próxima onda da IA: modelos capazes de criar conhecimento inexistente

DES – Digital Enterprise Show 2025, evento europeu de tecnologias exponenciais, abriu suas portas em 11/06, em Málaga, revelando o futuro da inteligência artificial após sua democratização nos últimos anos. Nesse sentido, o encontro recebeu Fernando Domínguez Pinagua, vice-presidente da Sandbox AQ, empresa oriunda da Alphabet especializada em IA e computação quântica, que refletiu sobre o que será a próxima onda de inteligência artificial, especialmente no setor B2B.

Trata-se dos LQM (Large Quantitative Models, ou Grandes Modelos Quantitativos), modelos matemáticos que analisam enormes quantidades de dados para ajudar a entender e prever fenômenos complexos. Estes, em comparação com os atuais Large Language Models (Grandes Modelos de Linguagem), focados na linguagem, combinam a resolução de equações com técnicas de IA, como redes neurais e grafos de conhecimento. Tudo isso com o objetivo de criar dados confiáveis que vão além do conhecimento existente, gerando um impacto significativo na economia, tanto na formulação de políticas quanto nos mercados financeiros e empresariais.

Sobre isso, Domínguez Pinagua especificou que “devemos ter cuidado com os Large Language Models, pois são apenas estatísticos. A IA não pensa, apenas realiza estimativas. Eu diria que a modalidade de inteligência artificial, como a entendemos hoje, é excelente para marketing, por exemplo. No entanto, não tem um impacto na economia real. É aqui que entram os LQM”.

IA redefine todos os setores

Este primeiro dia do DES 2025 também revelou as estratégias que grandes empresas como MasOrange, Alibaba.com, Repsol, Mango e Securitas Direct estão implementando na adoção da IA em seus processos e equipes.

Uma das grandes vozes que atraiu a atenção dos diretores presentes foi a de Meinrad Spenger, CEO da MasOrange, que destacou a importância das telecomunicações para as administrações públicas e o avanço da sociedade. “Se aumentarmos a penetração da internet e da fibra, também aumentamos o PIB. Apostamos na inovação e não nos concentramos apenas nas grandes cidades nem nas zonas industrializadas”, afirmou. Além disso, Spenger deixou claro que a conectividade deve ser sempre segura e explicou que “estamos todos conectados constantemente e nosso serviço deve ser seguro. Cada máquina tem um chip e precisamos garantir que a energia e o serviço que oferecemos estejam protegidos.”

A IA impactou, da mesma forma, o comércio eletrônico, melhorando as descrições de produtos e criando campanhas mais dinâmicas e personalizadas. Nas palavras de Giusy Beneduce, Head of Customer Success na Alibaba.com, “as três áreas onde mais vimos a mudança foram na criação de conteúdo, no comércio internacional – na hora de manter as relações com compradores de todo o mundo – e no marketing digital”.

Nessa linha, Carles Aragones, Diretor de E-commerce e CRM do Groupe SEB, que possui marcas como Tefal e Moulinex em seu portfólio, expôs os benefícios que a IA trouxe para o atendimento ao cliente. “Utilizamos esta ferramenta há um ano para ter a conversação automatizada, resolver acompanhamentos e analisar o comprador. Mas não queremos parar por aí, queremos oferecer uma experiência hiperpersonalizada”, esclareceu. Jaume Riutord, fundador e CEO da loja online Habitium, concordou com Aragonés sobre as capacidades desta tecnologia. “A IA conseguiu fazer a diferença no atendimento ao cliente, embora este ponto avance de forma progressiva. Nós não respondemos por chat, mas por e-mail, e estes se diferenciam e evoluem para aperfeiçoar a resposta da IA”, assinalou.

Próximos passos da IA no talento

Durante o primeiro dia, a nona edição do DES explorou como o local de trabalho está sendo redefinido diante da rápida mudança tecnológica, da evolução das expectativas dos funcionários e dos novos modelos de colaboração. Guille Lorbada, Head of New Ways of Working na Repsol, indicou que buscam ser mais eficientes em termos de produtividade e transformação empresarial com a digitalização. “Queremos adotar uma abordagem estratégica para a IA generativa e conhecer os planos para sua implementação. Já não se trata de tecnologia, mas de pessoas. Quando falamos de IA generativa na Repsol, falamos de dedicar tempo”, afirmou.

Por sua vez, Álvaro Vázquez, diretor de Gestão de Pessoas da Iberia & Latam na Securitas Direct, enfatizou que a IA não é apenas uma ferramenta. “Grandes mudanças estão por vir nos recursos humanos. Utilizaremos análise de voz para contratação, bem como coaching com IA para gerentes e diretores, e chatbots. Não se trata apenas de dar uma resposta, mas de buscar respostas para essas perguntas”, e acrescentou que “estamos utilizando IA para selecionar talentos, bem como para prever quem venderá mais”.

Nessa linha, Mireia Galofré, Global Total Rewards & Organization & People Analytics Director na Mango, assegurou que “deveríamos falar mais sobre dados. Os dados de pessoas são os mais complexos em todas as organizações. Por isso, minha missão é ser uma empresa líder em sua governança”. Na mesma linha, Diana Arias, diretora de Recursos Humanos na GBfoods, apontou que “com a IA teremos mais informação, mas também teremos que controlar esse mesmo fluxo. Estamos perdendo o medo do fracasso. Mas, neste processo, precisamos compreender como a IA pode ajudar a entender e a auxiliar neste fracasso”.