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Web Summit Lisboa 2025 novembro 10, 2025

O código acabou. A criação começou.

Kleber Pinto

Escrito por Kleber Pinto

Tempo de leitura 3 min

O código acabou. A criação começou.

Quando programar deixa de ser o ponto de partida

No palco do Web Summit Lisboa 2025, Anton Osika, cofundador e CEO da Lovable, trouxe uma visão que redefine a lógica da tecnologia. Ele acredita que o futuro do digital não é sobre quem sabe programar, mas sobre quem tem algo a criar.

A fala soou como um divisor de águas. Durante décadas, a tecnologia foi território dos especialistas, e a criação dependia de domínio técnico. Agora, com ferramentas no-code e inteligência artificial, a barreira entre ideia e execução está desaparecendo. Dessa forma, a inovação deixou de ser privilégio técnico e passou a ser um processo colaborativo.

O poder da autoria acessível

Osika destacou que milhões de pessoas ao redor do mundo estão criando produtos e negócios sem escrever uma linha de código. Essa revolução não é apenas técnica, é cultural. O que antes era uma habilidade restrita se tornou uma forma de expressão acessível a todos.

Enquanto isso, algumas empresas ainda tratam o digital como um departamento. Outras, porém, já entenderam que ele é um idioma coletivo. A Lovable é um exemplo dessa mudança. Sua proposta é simples e poderosa: construir a última plataforma de software necessária, onde qualquer pessoa possa transformar ideias em soluções.

A mudança de paradigma nas empresas

Essa transformação muda o modo como as organizações operam. Se antes a inovação dependia de budget e equipe técnica, agora depende de curiosidade e colaboração. Por isso, as empresas que entenderem isso primeiro terão times mais ágeis e soluções mais próximas das necessidades reais das pessoas.

Além disso, a democratização da criação digital amplia a diversidade de perspectivas. Ideias de profissionais de marketing, design, dados e atendimento podem se tornar produtos. Com isso, a inovação se torna mais viva, mais plural e mais relevante.

O futuro da tecnologia é autoral

Osika resumiu com clareza: a nova fronteira da tecnologia não é a capacidade de programar, mas de imaginar. Ferramentas acessíveis e inteligência artificial não estão substituindo especialistas, estão multiplicando criadores.

Consequentemente, o futuro do digital pertence a quem transforma intenção em protótipo. E essa é a revolução silenciosa que está mudando o próprio significado de criar.

 

Foto por: https://www.flickr.com/people/websummit/