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Web Summit Lisboa 2025 novembro 12, 2025

Fotônica: o novo chip que pode acelerar a era da IA

Tatiana Franco

Escrito por Tatiana Franco

Tempo de leitura 3 min

Fotônica: o novo chip que pode acelerar a era da IA

Durante o Web Summit Lisboa 2025, Nicola Müller, fundador e CEO da LightSolver, apresentou uma das inovações mais promissoras da próxima década: os chips fotônicos, capazes de processar informações usando luz em vez de eletricidade.

Segundo Müller, essa mudança de paradigma pode redefinir a forma como a inteligência artificial é construída, processada e executada — abrindo caminho para uma nova geração de computação ultrarrápida e sustentável.

Por que a fotônica importa

A maioria dos chips atuais ainda se baseia no silício, tecnologia que tem seus limites físicos e térmicos. Müller explicou que, com o crescimento exponencial da IA, esses limites estão cada vez mais evidentes.

“Modelos de IA exigem trilhões de cálculos por segundo. E isso tem um custo energético imenso. A fotônica resolve parte desse problema ao substituir elétrons por fótons, permitindo velocidades muito maiores com menor consumo de energia.”

Em termos simples, enquanto um chip tradicional precisa lidar com resistências elétricas e calor, um chip fotônico trabalha com luz, que viaja mais rápido e dissipa menos energia.

Do silício à luz: um novo salto para a IA

A LightSolver desenvolve sistemas que combinam óptica e algoritmos quânticos para resolver problemas complexos de otimização — algo essencial para o avanço de modelos de IA.

Nicola destacou que essa tecnologia já está sendo testada por empresas dos setores financeiro e automotivo, especialmente em cálculos preditivos e simulações de alta complexidade.

Ela explicou que o diferencial da computação fotônica está em sua paralelização natural: “Um único feixe de luz pode carregar múltiplas informações simultaneamente, o que multiplica a capacidade de processamento sem aumentar o consumo energético.”

O impacto para o futuro

Para Müller, o avanço da fotônica representa o mesmo tipo de disrupção que o silício gerou nos anos 70.

“Estamos à beira de um novo salto tecnológico. O silício nos trouxe até aqui, mas a luz vai nos levar adiante.”

Além do ganho em velocidade, a tecnologia também promete reduzir drasticamente a pegada de carbono da IA — um tema crítico à medida que o consumo energético de data centers cresce em todo o mundo.

Reflexão final

Se a inteligência artificial é o cérebro da nova era, os chips fotônicos podem se tornar seu sistema nervoso.

Mais rápidos, eficientes e sustentáveis, eles redefinem o que entendemos por capacidade computacional.

O futuro da IA pode muito bem depender de algo que sempre esteve ao nosso redor: a luz.